Política
Aguiar-Branco: "Tornamos tantas vezes a vida política num reality show"
O presidente da Assembleia da República fez um discurso muito crítico sobre as barreiras impostas à política pelos próprios políticos e sobre as medidas que foram tomadas para aumentar a transparência da vida política, em concreto o regime de incompatibilidades.
Aguiar-Branco considera que a exposição da vida privada do político e da sua família transforma por vezes a política num "reality show", crítica que recolheu aplausos na bancada do PSD.
O presidente da Assembleia da República aproveitou o discurso dos 52 anos do 25 de Abril para apontar ao "discurso fácil contra a política e contra o sistema" e admitir que o problema "pode estar em nós, políticos". Apontou à "casta" ou à "bolha" em volta da política que só cria "mais dificuldades em atrair talento".
"Quisemos acabar com conflitos de interesses e criámos um regime de incompatibilidades que na prática impossibilita alguém de tutelar a área que conhece e em que trabalhou toda uma vida", afirmou, acrescentando críticas ao olhar com "desconfiança quem escolhe trabalhar ao mesmo tempo que é deputado".
José Pedro Aguiar-Branco diz que há mesmo uma "presunção de culpabilidade" para todos os políticos, "culpados até prova em contrário".
Convidou ao fim o "entrincheiramento da política", alargando o "clube" a pessoas "talentosas, competentes e motivadas para servir o país".
Neste ponto, o presidente da Assembleia da República assinalou a história de uma jovem na Covilhã, Lua Afonso, com 18 anos, uma "aluna brilhante" que está a dar os primeiros passos para se dedicar ao estudo do espaço.
O presidente da Assembleia da República aproveitou o discurso dos 52 anos do 25 de Abril para apontar ao "discurso fácil contra a política e contra o sistema" e admitir que o problema "pode estar em nós, políticos". Apontou à "casta" ou à "bolha" em volta da política que só cria "mais dificuldades em atrair talento".
"Quisemos acabar com conflitos de interesses e criámos um regime de incompatibilidades que na prática impossibilita alguém de tutelar a área que conhece e em que trabalhou toda uma vida", afirmou, acrescentando críticas ao olhar com "desconfiança quem escolhe trabalhar ao mesmo tempo que é deputado".
José Pedro Aguiar-Branco diz que há mesmo uma "presunção de culpabilidade" para todos os políticos, "culpados até prova em contrário".
Convidou ao fim o "entrincheiramento da política", alargando o "clube" a pessoas "talentosas, competentes e motivadas para servir o país".
Neste ponto, o presidente da Assembleia da República assinalou a história de uma jovem na Covilhã, Lua Afonso, com 18 anos, uma "aluna brilhante" que está a dar os primeiros passos para se dedicar ao estudo do espaço.